Após enquete sobre vacinas, CFM vira alvo de críticas de entidades médicas e objeto de ação judicial

A deputada Luciene Cavalcante (Psol-SP) pediu ao Ministério Público Federal (MPF) investigue CFM após órgão lançar enquete sobre vacinação contra covid-19 em crianças

Após enquete sobre vacinas, CFM vira alvo de críticas de entidades médicas e objeto de ação judicial
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Conselho Federal de Medicina (CFM) abriu, em sua página na internet nesta semana, uma enquete para avaliar a opinião de médicos sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 em crianças. A iniciativa não agradou entidades da área. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI) e a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) já questionaram a enquete, que virou, inclusive, objeto de ação judicial.

As entidades alegam que a pesquisa pode ter como efeito lançar dúvidas sobre a imunização ou acabar estimulando a recusa paterna quanto à vacinação. A SBH, por exemplo, defende que a enquete contraria os princípios científicos que guiam a profissão, já que “a utilização de vacinas […] devem ser testadas seguindo rigorosamente as normas científicas vigentes e que opiniões pessoais sejam reservadas para outro tipo de contexto”.

O jornalista Hélio Schwartsman foi outro que criticou a iniciativa do CFM, em seu artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo. Para ele, inclusive, os problemas do CFM no que diz respeito a validações científicas não são uma novidade

“Não é de hoje que o CFM se tornou linha auxiliar de promoção do bolsonarismo. A autarquia ainda defende a prescrição “off label” de cloroquina para Covid. Fá-lo em nome da autonomia médica. Mas tentou há pouco baixar uma resolução que limitava severamente a autonomia de médicos para receitar canabidiol “off label”, um dos princípios ativos da maconha que vem sendo cada vez mais utilizado”, escreveu o jornalista.

A deputada Luciene Cavalcante (Psol-SP) pediu ao Ministério Público Federal (MPF) que investigue CFM. A parlamentar solicitou também que a pesquisa seja suspensa, e o presidente da entidade, processado.

Crédito: Metro1

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