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Bruno Reis defende retorno das aulas presenciais em março

Prefeito terá reunião com governador nesta sexta para discutir data e critérios para retorno 
Bruno Reis defende retorno das aulas presenciais em março
Foto: Max Haack/Secom/PMS

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, defendeu que as aulas presenciais na rede municipal de ensino sejam retomadas no mês de março. A data ainda não está definida, mas ele espera bater o martelo em reunião com o governador Rui Costa, que será realizada na tarde desta sexta-feira (5). Os protocolos sanitários e pedagógicos para a volta às aulas na rede municipal de ensino já foram publicados pela prefeitura. O retorno será no dia 18, de forma remota.

“Espero que a gente possa sair de lá com uma data. Pode ser 1 de março, 8 de março ou pode ser 15 de março. Mas acho importante a gente estabelecer uma data em março para que a gente possa ir afunilando o processo de preparação e se organizando para a retomada”, afirmou o prefeito Bruno Reis, durante a inauguração do novo prédio do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Semente do Amanhã, na manhã desta sexta-feira.

Os critérios para a retomada das aulas presenciais ainda não foram definidos. Essa é outra decisão que pode sair da reunião com o governador. “Vamos definir os critérios para a retomada hoje. Fatalmente, irá passar, como todos os critérios que adotamos para a retomada das atividades, por ocupação dos leitos de UTI”, comentou o prefeito.

Apesar de não ter definido em quanto deveria estar o índice, Reis indicou que ele deverá estar abaixo de 80%. “Ninguém vai abrir escola com 80%, 85% de ocupação de leitos de UTI, nós temos que ter essa responsabilidade. A gente observa que, no mês de janeiro e fevereiro, a gente vinha em uma média de 62 a 66% de ocupação. Acompanho esse índice dia a dia, é a primeira coisa que eu olho todos os dias quando acordo. Ele é o principal índice que norteia nossa decisão, mas é um dos índices”, revelou o prefeito.

O chefe do executivo municipal ressaltou que é de suma importância que haja a definição da data o mais rápido possível, para que as escolas possam se programar. “Vamos colocar a importância da definição de uma data para que possamos nos organizar para o retorno.  Entendemos que não podemos sepultar uma geração, não há como as crianças ficarem dois anos sem vir a sala de aula e sem estudar, por isso que defendemos a retomada da educação”, argumentou Bruno.

O prefeito ressaltou que, mesmo com a retomada das aulas presenciais, é possível que elas sejam suspensas, se houver aumento do número de casos do novo coronavírus. “Se houver o risco de uma perda de controle caso as aulas sejam retomadas, vamos ter que suspender. Mas a gente precisa programar e precisa tentar iniciar para não perder um segundo ano letivo”, adicionou.

Bruno Reis ainda disse que não está no planejamento do protocolo sanitário testar as crianças ou professores para a covid-19. O controle será feito através da aferição da temperatura de toda a comunidade escolar na entrada das escolas. “Todas as crianças e os e profissionais, quando chegam à escola, há o aferimento das temperaturas, e aqueles que tiveram acima de 37,5, de imediato, são encaminhados para as unidades de saúde, mas não temos condições de fazer testagens nas crianças a cada 15 dias. Essa testagem ainda não está no protocolo nosso”, explica.

Investimento de R$ 7 milhões 
O investimento inicial para a adaptação de todas as 433 escolas da rede municipal de ensino aos protocolos sanitários foi em torno de R$ 7 milhões. O secretário municipal de educação, Marcelo Oliveira, garantiu que todas as unidades foram reformadas, mas que 13 não terão condições para receber os alunos esse primeiro momento.

“Todas as 433 escolas passaram por algum tipo de intervenção, umas sofreram intervenções mais drásticas, outras menos. Apenas 13 escolas não têm condições de funcionamento hoje, então esses alunos serão relocados para outras unidades de modo que nenhuma criança ficará sem a oportunidade de estudar dentro dos melhores padrões de cuidado e segurança”, conta o secretário.

O motivo de algumas escolas não estarem preparadas ainda é por não se adequarem aos protocolos sanitários. “Eram escolas que têm ar condicionado e não foi previsto ventilação natural ou não tem como fazer a ventilação natural. Tem escola que é tão pequena, tão acanhada, que os alunos passam por dentro de uma sala para chegar a sua própria sala, então haveria aglomeração. São questões que, numa situação de normalidade, poderia se tolerar, mas, não em uma situação de risco de contágio”, explica Oliveira.

As adaptações feitas nos colégios foram, em maioria, a implantação de novas janelas e lavatórios. O retorno presencial será de forma escalonada, mas alunos de todas as séries voltarão ao mesmo tempo. “Quando o ensino presencial for autorizado, volta para todos os segmentos ao mesmo tempo, porque o direito à educação é de todos”, afirma Marcelo Oliveira.

Para garantir o distanciamento de 1,5 metro, cada escola terá um máximo de capacidade de estudantes diferente, a depender do tamanho da sala. “Como a rede não é homogênea, fizemos um plano que é adaptado a cada realidade. Voltarão todas as séries, mas não os mesmos alunos. Se uma escola que for 50%, metade dos alunos vão ter aula segunda quarta e sexta e a outra metade terça e quinta. Na semana seguinte, quem teve aula na terça e na quinta, terá aula, segunda, quarta e sexta, de modo que, a cada quinze dias, eles terão as 5 aulas, como se estivessem sempre com uma semana a menos”, esclarece o secretário.

Aos sábados, os alunos terão aula, só que virtual, com acompanhamento do professor, através da correção das atividades. Os canais de televisão ainda serão ampliados e o processo licitatório deverá ser lançado na próxima semana, estima o secretário de educação. A prefeitura também fechou uma parceria com a TV Câmara, da Câmara de Vereadores, que disponibilizou dois horários para que sejam transmitidas as aulas para as crianças da rede municipal de ensino.

Crédito: Correio 24 horas

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