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Comércio varejista baiano fecha 2020 com saldo negativo na geração de empregos

Foto: Uendel Galter

Na última quinta-feira, 29, a Secretaria Especial da Previdência e Trabalho, do Governo Federal divulgou os dados de emprego com o fechamento do ano de 2020. A partir desses dados, a Fecomércio-BA avaliou que, embora o saldo entre admitidos e demitidos no comércio varejista tenha sido negativo em 273 vagas, o resultado surpreendeu positivamente, visto que a expectativa à época era de um cenário de piora contínua.

“No segundo semestre o quadro começou a se reverter e o setor varejista da Bahia registrou saldo positivo de 15,4 mil vagas formais, tracionado pelo auxílio emergencial e reabertura gradual da economia que trouxe uma perspectiva mais positiva aos empresários”, avaliou o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, por meio de nota divulgada.

“E quem puxou as contratações foi o setor de materiais de construção com saldo, em 2020, de 1.957 empregos formais”, pontuou o economista.

Nos meses de julho a novembro, o crescimento de faturamento do setor foi de 32,2%. Na sequência vem os dois setores: supermercados e farmácias, com saldo positivo de 1.228 e 762, respectivamente.

No entanto, o grupo de padarias, açougues, lojas de conveniência, entre outros registraram fechamento de 642 vagas no ano passado.

“E quem teve forte contribuição para que o varejo não tivesse um resultado positivo na geração de empregos em 2020 foi o setor vestuário, calçados, acessórios e artigos de viagens que entre contratações e demissões, o saldo foi de -2.961 vagas formais”, esclareceu Dietze. Segundo cálculos da Fecomércio-BA, o setor registrou queda no faturamento de 21,8% no segundo semestre de 2020, até novembro.

De acordo com o consultor, o mercado de trabalho surpreendeu positivamente da mesma forma que as vendas do comércio no estado. Entretanto, o desempenho das duas variáveis foi influenciado pelo período de injeção do auxílio emergencial que teve o seu término no final de dezembro. “Isso poderá ter um efeito negativo para o primeiro trimestre de 2021, adicionado o fato de janeiro já ser um mês ruim por conta das demissões do final do ano”, concluiu Guilherme.

 

Crédito: A Tarde

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