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Decisão judicial obriga retirada de sem-teto um mês após ocupação de prédio na Avenida Sete

MLB-Ba faz protesto contra despejo e repreende ação durante pandemia

Decisão judicial obriga retirada de sem-teto um mês após ocupação de prédio na Avenida Sete
Foto: Manuela Cavadas / Metropress

O Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB-Ba) está realizando uma manifestação nesta sexta-feira (9) contra a decisão judicial que permite a reintegração de posse do prédio, ocupado por pessoas sem-teto no Centro de Salvador, por parte da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).

O prédio na Avenida Sete foi ocupado no dia 7 de junho por 290 famílias, desabrigadas durante a pandemia do coronavírus. No imóvel, funcionava o antigo Centro Educacional Magalhães Neto, abandonado há seis anos.

A Embasa confirmou ao Metro1 a decisão, que determina a desocupação do imóvel. “A Embasa iniciou o processo na Justiça visando, prioritariamente, preservar a integridade física e a vida das pessoas que estão ocupando o imóvel, já que há indicativos de haver instabilidade nas estruturas internas do prédio e, por isso, sua inadequação para ser habitado nestas condições”, diz a nota.

Segundo a empresa,  a Codesal tentou realizar uma vistoria técnica para atestar as condições das instalações internas, mas o técnico foi impedido de entrar no imóvel por lideranças do movimento que ocuparam o prédio.

Quando o Metro1 esteve no local, uma semana após a ocupação, um dos líderes do movimento, William Santos, de 24 anos, repudiou a ação da Embasa, que na época já tinha avisado que ia entrar com uma ação para despejar as famílias que ocupavam o prédio. “Existe uma posição do STF, através de uma liminar, que proíbe despejos durante a pandemia. Na nossa opinião, não pode haver despejo nem durante, nem após, nem antes da pandemia. É um absurdo a gente ter prédios como este, servindo à especulação imobiliária, enquanto existem, só em Salvador, 110 mil famílias que não têm onde morar”.

Em 2019, cerca de 100 famílias também ligadas ao MLB já haviam ocupado o antigo prédio do Hospital Couto Maia, em Mont Serrat. A ocupação durou menos de um mês, sendo reprimida pela Polícia Militar. O grupo seguiu para a ocupação no galpão da Companhia de Navegação Baiana, também abandonado. Mas foram novamente retirados pela polícia, durou apenas um dia.

 

Crédito: Metro1

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