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Do 1º caso de Covid na BA à esperança da vacina; relembre os fatos da pandemia que marcaram o atípico 2020

[Do 1º caso de Covid na BA à esperança da vacina; relembre os fatos da pandemia que marcaram o atípico 2020]
Foto: Montagem/BNews
“Atípico”, “trágico”, “perdido”, com certeza esses foram os adjetivos mais utilizados para descrever 2020 e temos motivos de sobra para defini-lo assim. Se um dia reclamamos de 2019, nem imaginávamos que no ano seguinte um vírus seria capaz de paralisar atividades econômicas e levar mais de um milhão de pessoas à morte.

Decretada em março pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia do novo coronavírus mudou a rotina da população mundial. Desde a descoberta dos primeiros casos no Brasil à esperança em torno do surgimento de uma vacina contra a doença, os fatos ganharam destaque nos noticiários durante o ano. Mas, se você não se lembra de tudo, não se preocupe. O BNews fez uma retrospectiva das notícias relacionadas ao coronavírus que mais marcaram o ano. Confira:

Os primeiros casos

Na noite do dia 25 de fevereiro, o governador João Doria (PSDB) confirmou, com exclusividade ao BNews, o primeiro caso de coronavírus em São Paulo. O primeiro registro da doença no Brasil. “Infelizmente está confirmado”, lamentou o gestor em entrevista no Camarote Salvador.

Dez dias depois, foi a vez da Bahia confirmar o primeiro registro do novo coronavírus. A ocorrência foi registrada em Feira de Santana, segunda maior cidade baiana. A mulher infectada também havia viajado para a Itália.

“Comunico a confirmação do primeiro caso importado do novo coronavírus (Covid-19) na Bahia, nesta sexta-feira (6). Trata-se de uma mulher de 34 anos, residente na cidade de Feira de Santana, que retornou da Itália em 25 de fevereiro”, informou o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Villas Boas.

Um dia depois, mais um caso foi confirmado em Feira de Santana. Uma mulher de 46 anos que teve contato com a primeira pessoa infectada no estado.

Atividades econômicas paralisaram 

Em meio ao surgimento dos primeiros casos da doença na capital baiana, o prefeito ACM Neto (DEM) anunciou em 16 de março o fechamento de escolas, faculdades, academias e cinemas. Cinco dias depois, o gestor anunciou o fechamento dos shoppings, comércios de rua. Já no dia 23 de março, foi a vez dos bares e restaurantes.

Além dos estabelecimentos comerciais, os templos religiosos, parques, clubes e praias também foram fechados em razão da pandemia;

‘O novo normal’

Os estabelecimentos comerciais ficaram fechados por cerca de quatro meses. Em julho, os shoppings e comércios de rua foram autorizados a reabrir desde que seguissem os protocolos impostos pela prefeitura. Empresários e clientes tiveram que se adaptar ao chamado ‘novo normal’

Já as academias, bares e restaurantes, além de salões de beleza e barbearias reabriram as portas no dia 10 de agosto.

Em setembro, o prefeito liberou o acesso às praias da cidade, entretanto, com uma série de restrições. No mesmo mês, os cinemas e teatros foram autorizados a funcionar, no entanto, no último dia 7 o gestor determinou um novo fechamento desses espaços.

Primeiras mortes ocasionadas pela doença

A primeira morte por conta do novo coronavírus no Brasil aconteceu em 12 de março. A vítima foi uma paciente de 57 anos em São Paulo. Ela foi internada no Hospital Municipal Doutor Carmino Cariccio, na Zona Leste da cidade, um dia antes.

Em 29 de março, dia do aniversário de Salvador, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou a primeira morte pelo novo coronavírus (Covid-19) no estado. O paciente era um homem de 74 anos, que estava internado em um hospital privado de Salvador. Ele estava intubado e em diálise contínua. De acordo com a Sesab, a morte ocorreu na noite do dia 28 de março.

A segunda morte no território baiano ocorreu no dia 30 de março. O paciente era um idoso de 64 anos que estava internado no Hospital Aliança, unidade particular da capital baiana. O idoso estava internado na unidade desde o dia 17 de março.

No dia 11 de junho, a Bahia ultrapassou a marca de mil óbitos causados pela doença.

Os ‘mini lockdowns’

Em maio, o governador da Bahia, Rui Costa, e o prefeito de Salvador, ACM Neto, promoveram uma entrevista coletiva conjunta pela internet, para explicar as medidas de restrição que algumas regiões da capital baiana passaram a sofrer. A Avenida Joana Angélica e os bairros da Boca do Rio e Plataforma foram os primeiros a receber as medidas restritivas e ações como aplicação de testes rápidos para detecção da covid-19, distribuição de máscaras e higienização das ruas.

Em seguida, os bairros do Imbuí, Pernambués, Itapuã, Lobato, Bonfim, Mata Escura, Tancredo Neves, Pituba, Brotas, Fazenda Grande do Retiro, Liberadade, Nordeste de Amaralina, São Cristóvão, Santa Cruz, Cajazeiras e Águas Claras também receberam as ações de combate a doença.

As medidas restritivas inicialmente eram válidas por sete dias, podendo ser prorrogadas como aconteceu na maioria das localidades.

Eventos cancelados

Considerado um dos períodos de maior movimentação artística, o período junino teve o silêncio ensurdecedor da sanfona, do triângulo e da zabumba. Não teve forró. As festas de São João e São Pedro, super tradicionais no Nordeste e em boa parte do país, não aconteceram.

Com a situação que o país enfrenta, com vários meses de pandemia, uma expectativa girava em torno das festas de Réveillon. Em Salvador, por exemplo, o Festival Virada se tornou um dos grandes atrativos turísticos e de lazer para os baianos. Ele até chegou a ser anunciado, com muita polêmica por sinal. A festa que era de cinco dias, tinha sido transformada em apenas algumas horas, com apresentação virtual de Ivete Sangalo e Gusttavo Lima. Mas, com a pressão de parte da população, o prefeito ACM Neto, adotando o discurso da segunda onda de coronavírus, voltou atrás e cancelou o evento. Já as festas de virada de ano logo foram frustradas pelo Governo do Estado, que decretou a proibição de realização em toda Bahia, e prontamente foi acompanhado pelo gestor da capital baiana.

Se o Réveillon já era esperado e rendia muita discussão, o Carnaval então nem se fala. Boatos de que seria realizado em julho, colocou ainda mais pressão por uma definição das autoridades. Para se livrar do problema, o prefeito ACM Neto, que daqui a alguns dias encerra a sua gestão, transferiu diretamente a bomba para o colo do seu vice e prefeito eleito Bruno Reis. Como “cala-boca”, Neto decidiu adiar a maior festa de rua do mundo, afirmando que ela não seria realizada mais no mês de fevereiro, no entanto, sem dizer uma data.

A esperança de uma vacina

Desde o início da pandemia, as esperanças de uma solução para a crise sanitária estão depositadas no desenvolvimento de vacinas que possam prevenir a infecção. A corrida pela produção de imunizantes iniciou na primeira quinzena de março, onde cientistas norte-americanos realizaram o primeiro teste da vacina em humanos. As autoridades de saúde do país disseram na ocasião que o processo de criação da vacina deveria durar entre 1 ano a 18 meses.

Poucos dias depois, foi a vez de a China anunciar a autorização para os testes clínicos da vacina em humanos.
De lá pra cá, diversos laboratórios espalhados pelo mundo iniciaram os testes do imunizante. A vacina desenvolvida em Oxford, na Inglaterra, foi a primeira a ser testada em Salvador. A seleção e o acompanhamento dos voluntários foram feitos no Hospital São Rafael.

No dia 5 de dezembro, a Rússia, com sua Sputnik V, se tornou o primeiro país a iniciar a imunização de seus cidadãos contra a doença. Pouco depois, no dia 8, o Reino Unido começou o processo de vacinação da população, dessa vez com o imunizante da Pfizer/BioNTech. Nas américas, o EUA aplicou a sua primeira vacina na segunda-feira (14), seguido do Canadá, também na mesma data. A Arábia Saudita entrou também no grupo dos países que já iniciaram a vacinação na quarta-feira (16).

Até o domingo (27), ao menos 27 países já começaram a imunizar suas populações contra o novo coronavírus.

Apesar de o Brasil já ter um plano de imunização pronto, não há previsão para início da vacinação no país.

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