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Motoristas decidem suspender greve até próxima terça-feira, 15

Na próxima terça haverá reunião entre o Sindicato, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a Prefeitura de Fortaleza e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus)

Segundo o diretor-presidente do Sintro, Domingos Neto, nesta segunda-feira, 7, foi realizada uma plenária sobre os últimos encaminhamentos da greve. (Foto: Aurelio Alves)
Foto: Aurelio Alves

Os motoristas de ônibus de Fortaleza decidiram suspender a greve na manhã desta quarta-feira, 9, após assembleia na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro). A suspensão acontece até a próxima terça-feira, 15, quando haverá reunião entre o Sindicato, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a Prefeitura de Fortaleza e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus).

A decisão veio a partir de proposta do desembargador Paulo Régis Machado Botelho que, em audiência virtual realizada ontem, pediu uma “trégua”. Até a próxima semana, segue a exigência de circulação com pelo menos 70% da frota de veículos e ambas os sindicatos devem continuar em negociações.

Entre as requisições dos motoristas está a inserção da categoria como grupo prioritário da vacinação. Na última sexta-feira, 4, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) tomou conhecimento que os trabalhadores estariam fora da categoria após deliberação da Comissão Intergestores Bipartite do Ceará (CIB-CE). “Isso revoltou a categoria porque já são cerca de 20 mortes de trabalhadores rodoviários”, explica Domingos Neto, presidente do Sintro.

Os motoristas também requerem reajuste dos salários. O piso dos motoristas de ônibus no Estado é de R$ 2.270. O reajuste requerido pela categoria em relação a 2020 é de 3%. Já sobre 2021, o reajuste pedido é de 9%. Além da questão salarial, os motoristas pedem reajuste na cesta básica e no vale alimentação.

Outras reivindicações são cesta básica no valor de R$ 180, vale refeição e volta à antiga operadora dos planos de saúde dos motoristas. “O Sindiônibus trocou o plano pra Unimed sem consultar a categoria. Com essa mudança, trouxe prejuízos no atendimento porque o Hapvida tem uma estrutura maior de locais para atender”, explica.

Crédito: O Povo

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