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“Não sente qualquer empatia por seres humanos”, diz Dilma sobre Bolsonaro, após presidente ironizar tortura

["Não sente qualquer empatia por seres humanos", diz Dilma sobre Bolsonaro, após presidente ironizar tortura]
Foto: Reprodução/Instagram
A ex-presidente Dilma Roussef reagiu à fala do atual presidente Jair Bolsonaro, que ironizou a tortura sofrida pela ex-guerrilheira durante os três anos em que ficou presa pela Ditadura Militar, entre 1970 e 1973.

“Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio X para a gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio X”, afirmou”, disse Bolsonaro nesta segunda-feira (28).

Em nota intitulada “Índole de Torturador”, a ex-ministra afirmou que Bolsonaro não tem respeito à “civilidade” nem tem “qualquer empatia por seres humanos”, o que se comprova diante do comportamento negacionista do presidente frente à pandemia de Covid-19.

Segundo Dilma, Bolsonaro mais uma vez desmoralizou o cargo que ocupa no Palácio do Planalto ao usar de “deboche” para atacar a sua prisão ilegal durante o regime autoritário no Brasil.

“Como não respeita nenhum limite imposto pela educação e pela civilidade, uma exigência a qualquer político, e mais ainda a um presidente da República, desmoraliza mais uma vez o cargo que ocupa. Mostra-se indigno ao tratar com desrespeito e com deboche o fato de eu ter sido presa ilegalmente e torturada pela ditadura militar […] A cada manifestação pública como esta, Bolsonaro se revela exatamente como é: um indivíduo que não sente qualquer empatia por seres humanos, a não ser aqueles que utiliza para seus propósitos. Bolsonaro não respeita a vida, é defensor da tortura e dos torturadores, é insensível diante da morte e da doença, como tem demonstrado em face dos quase 200 mil mortos causados pela Covid-19 que, aliás, se recusa a combater”, diz o texto.

Publicada em seu site oficial e compartilhado em seu perfil no Twitter, a carta-resposta diz que este é mais um dos atos colocam Bolsonaro como um “fascista” e que a sua declaração não ataca a honra somente da ex-presidente, mas também as outras “milhares de vítimas da ditadura militar, torturadas e mortas, assim como aos seus parentes, muitos dos quais sequer tiveram o direito de enterrar seus entes queridos”.

Por fim, se refere ao atual presidente, que já homenageou o coronel Brilhante Ustra, torturador confesso da Ditadura Militar, durante a votação do seu impeachment em 2016, de “sociopata” que não se sensibiliza com as dores de terceiros e portanto “não merece a confiança do povo brasileiro”.

 

Crédito: BNews.

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