Otto Alencar: grupo governista tem potencial para reverter queda em prefeituras de grandes cidades

Para o senador, o fundamental no resultado nas eleições municipais é a escolha do candidato, mais importante até mesmo do que questões ideológicas

Otto Alencar: grupo governista tem potencial para reverter queda em prefeituras de grandes cidades
Foto: Metropress/Fernanda Vilas Boas

Em um ano que só se fala sobre as eleições municipais, o senador Otto Alencar (PSD) falou sobre suas expectativas para o pleito que vai acontecer no mês de outubro. Em entrevista nesta segunda-feira (15), ao Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metropole, ele afirmou que a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem potencial para não só aumentar o número de prefeituras no estado, mas também mudar um cenário que vem se desenhando desde 2002, quando o grupo petista passou perder nos maiores colégios eleitorais e ganhar nas pequenas cidades do estado – em detrimento de um movimento contrário do grupo opositor.

“Em 2002, quando eu fiz a transição, assumi o governo de 2002, a vitória de Paulo Souto com 53% foi em um cenário igual a esse. Perdemos em 2002 na grande maioria das cidades com população maior. Ganhamos mais nas médias e pequenas. Se repetiu o quadro agora com a eleição de Jerônimo. Isso pode ser revertido. Tem que trabalhar e escolher dentro deste município de grande porte candidatos que tenham essa capacidade de militância, conhecimento do município. São municípios que até hoje tem problemas na base da população, na área de saúde, educação, geração de emprego e renda. Temos toda oportunidade de fazer isso agora”, afirmou.

Otto citou ainda que, no pleito pelo governo do estado em 2022, dos grandes municípios, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) teve a maioria dos votos apenas nas cidades de Guanambi, Jequié e Paulo Afonso. Ainda assim, o petista saiu vencedor, com 52% dos votos no estado.

Para o senador, a dinâmica das eleições municipais são muito diferentes do pleito para governador e presidente. Nelas, é justamente a capacidade de política e militância do candidato, segundo avaliação de Otto, que é fundamental para o resultado, mais importante até mesmo do que a questão ideológica e a doutrinação entre esquerda, centro e direita.

“O candidato é fundamental para você ter condição de entrar com os apoios a nível estadual e federal, para ganhar as eleições. Isso eu vejo já há muito tempo em vários municípios da Bahia e sei que já ocorre em outros estados. Se você tem um candidato que conhece o município, que tem estratégias boas para o município, sobretudo para a área social, porque a maioria do social se resolve no município, da atenção básica à saúde, ensino fundamental, tudo é no município. Então depende muito do candidato”, avaliou.

Crédito: Metro1

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