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Queridinha dos famosos, a Lipo LAD custa até R$ 50 mil; especialista faz alerta

Em 2019, o Brasil se tornou o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo

Foto: Reprodução/Instagram

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A busca pelo corpo perfeito sempre esteve presente na sociedade, no entanto, com o crescimento das mídias digitais, essa vontade se potencializou.

Realizar procedimentos estéticos, sejam eles cirúrgicos ou não-cirúrgicos se tornou cada vez mais comum entre os brasileiros, mas ainda mais entre digitais influencers, ou seja, pessoas que usam as redes sociais como forma de trabalho.

A Lipoaspiração em Alta Definição (Lipo LAD) é um dos procedimentos que caiu no gosto das celebridades brasileiras. As redes sociais, sobretudo o Instagram, foi a principal ferramenta para a popularização dela.

Em comparação ao ano de 2019, a busca por essa cirurgia nos mecanismos de busca da internet disparou nos últimos meses. Houve um pico de 100% de popularidade no mês de outubro contra 1% no mesmo período do ano passado.

A cirurgia pode custar de R$ 20 mil a R$ 50 mil e valor varia de acordo com o profissional e região. Ademais, as blogueiras e digitais influencers realizam o procedimento em troca de divulgação, a famosa permuta. Desta forma, criam a ilusão que o procedimento é acessível à todos e despertam a “falsa necessidade” naqueles que estão insatisfeitos com seus corpos.

Para Geane Santos, psicóloga do Hapvida, a banalização destes procedimentos é o maior problema e deve ser discutido. “As pessoas acabam se inspirando em um ideal de beleza. Mas cada um tem suas características de seus povos, etnias e do próprio indivíduo”, disse em entrevista ao Varela Notícias.

“A busca pelo corpo perfeito é um problema que há muito tempo estamos tentando trabalhar me cima dele. As pessoas acabam se influenciando muito fácil na ideia de que, se não tiver aquele corpo, não é bonita, não fará parte de determinado grupo. Infelizmente, com o mundo atual, repleto de digitais influencers, as pessoas acabam querendo se aproximar dessas pessoas, junto com a necessidade de ‘serem aceita na sociedade’”, afirma Geane.

A lista de celebridades que passou pela cirurgia é extensa. A cantora Ludmilla e sua esposa, Bruna Gonçalves, a ex-bbb Flay e as blogueiras Vírginia Fonseca, Viih Tube e Rafaella Santos se renderam ao abdômen ‘trincado’ e compartilhou o processo com os milhões de seguidores.

Geane Santos explica que estar bem mentalmente antes de realizar qualquer procedimento estético, é algo que deve ser orientado ao paciente. Desta forma, a pessoa saberá diferenciar se a mundança será feita por vontade própria ou por influencia do outro.

“Uma pessoa que consegue mentificar qual o limite de seu corpo, é uma pessoas que não irá se influenciar por essa ditadura da beleza. Ela vai conseguir lidar com isso e fazer suas próprias escolhas”, disse Geane.

“Aquelas pessoas que irão passar por modificações em seu corpo, cirurgias plásticas, tenha um acompanhamento inicialmente para saber se tem certeza de todos os riscos e de tudo que ela está se propondo naquele momento para aquele procedimento”, destaca a profissional.

A psicóloga também chama atenção para casos em que o indivíduo pode não se satisfazer com o resultado do procedimento e os problemas que isso pode gerar. “A pessoa pode entrar em depressão porque não foi o resultado que ela imaginava. Ela pode não se identificar corporalmente, porque é uma mudança na sua identidade enquanto pessoa. Isso é possível se a depressão ou ansiedade do indivíduo estiver voltada para a questão do corpo”, alerta.

De acordo com pesquisa divulgada em 2019 pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil se tornou o país que mais realiza procedimentos estéticos no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. O País registrou a realização de mais de 1 milhão de cirurgias plásticas, além de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos em 2018.

*sob supervisão de Breno Cunha.

Matéria: Varela Notícias.

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