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Margareth critica seletividade da polícia e racismo estrutural: ‘Macula a história do nosso país’

Artista questionou abordagens policiais contra negros e reforça papel dos brancos na luta antirracista

[Margareth critica seletividade da polícia e racismo estrutural: 'Macula a história do nosso país']
Foto: Metropess

A cantora e atriz Margareth Menezes comentou o problema do racismo no país e os recentes caos de abusos contra a população negra. Em entrevista a Mário Kertész hoje (9) durante o Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole, ela citou que as questões raciais são uma mancha na história da sociedade brasileira.

“O racismo é uma mácula, é uma ação que macula a história do nosso país. Quando a gente ouve falar do racismo estrutural, eu também fui procurar entender isso. Nossa geração, até então, tinha as informações, mas eram poucas. Essa nova geração que está aí está trazendo para nós e desvendando para colocar no foco todos os históricos de pessoas que lutaram contra o racismo, pessoas que se posicionaram, como psicólogos e doutores negros e negras que conseguiram galgar situações de destaque na sua sociedade de alguma forma, questionar e brigar com isso pela própria vida”, declarou.

Ainda de acordo com a cantora, o legado do povo negro na sociedade brasileira tem fundamental importância.” A gente não precisa fazer uma cartilha para falar da contribuição do povo negro na construção social, política e econômica do Brasil, né? É bom a gente começar a desmistificar essa coisa dessa forma porque precisamos reverter esse quadro e nos tornar uma sociedade mais justa. Ninguém é obrigado a gostar, mas todo mundo é obrigado a respeitar os direitos e a presença do ser humano dentro das suas características. Isso é uma coisa que tem que passar a ser a normalidade e naturalidade da existência”, avaliou a artista.

Margareth também reforçou o papel dos brancos na luta antirracista. Ela comentou o assassinato das meninas Emily e Rebeca, de 4 e 7 anos, no Rio de Janeiro. Para Margareth Menezes, a polícia não pode ter seletividade em operações policiais, privilegiando bairros nobres em detrimento de áreas carentes.

“Quando uma pessoa branca se depara com essa questão do questionamento, algumas delas não tem a humanidade de refletir o tanto que é uma ferida no coração das pessoas, mesmo os que sejam nos lugares mais pobres. Como foi agora o caso mais recente das meninas mortas. Como vamos interpretar isso? A polícia entra de um jeito num bairro e de outro jeito no outro, atirando de dia. Sem nada? A gente não pode achar que isso é normal e achar que o racismo não existe”, afirmou.

 

Crédito: Metro1.

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