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‘Ninguém Pode com Nara Leão’: escritor detalha vida de uma das maiores cantoras da Bossa Nova

Tom Cardoso narra contato de Nara com movimento musical logo na juventude

['Ninguém Pode com Nara Leão': escritor detalha vida de uma das maiores cantoras da Bossa Nova]
Foto: Metropress

O escritor e jornalista Tom Cardoso narrou alguns dos detalhes que o fizeram escrever “Ninguém Pode com Nara Leão”, biografia de uma das cantoras mais importantes da história da bossa nova. A obra trata da artista como uma mulher naturalmente de vanguarda, com posicionamentos e direções artísticas guiados pelas vontades dela. O título do livro foi retirado de uma correspondência de Glauber Rocha a Cacá Diegues, companheiro da artista. Em cartas do exílio na Europa, ele enaltecia as qualidades da companheira do amigo, referindo-se a ela como se fossem duas em uma só: “Amo Nara Leão. Nara e Narinha. Essa mulher sabe tudo do Brasil 1964. Essa mulher é a primeira mulher brasileira. Essa mulher não tem tempo a perder. Atenção: ninguém pode com Nara Leão”.

“Eu estava procurando um título e essa frase do Glauber daria um bom título e tem muito a ver com a personagem. Essa mulher de voz doce, aparentemente frágil e do joelho bonitinho era uma mulher porreta, que saía de todas as estruturas e estava em toda as vanguardas”, contou Cardoso, em entrevista a Mário Kertész naRádio Metrópole hoje (25).

O autor falou ainda da origem de Nara Leão, que sempre teve contato com a arte desde cedo. “Com 12 anos, já frequentava cinema e teatro porque o pai era um liberal mesmo. Muito cedo e ela já se enturmava. Já estava em contato, apesar de ser tímida, com toda essa efervescência da zona sul carioca dos anos 60. O interessante é que ela rompe com isso. Ao mesmo tempo em que ela anfitriã, eram os machos-alfa da Bossa Nova. Quando ela ia cantar, diziam para ela ficar um pouco quieta. Só era lembrada quando tinha que lembrar um trecho de uma música”, explicou.

 

Crédito: Metro 1

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